Arquivo para Novembro, 2008
Bom demais pra ser verdade?
Noticia da secretaria de comunicação da universidade de Brasília:
Eu no meu otimismo que é para lá de normal acredito que com boa vontade política e engajamento da população um projeto desses pode muito bem dar certo. Mas sabe como é, né: quando a esmola é demais…
Mas isso me faz ainda mais empolgada (se é que isso é possível) de estar em Brasília semestre que vem (e nos próximos semestres também!). Quero acompanhar de perto esse processo, e fazer de tudo tudo para ele dar certo mesmo. Sabe como é, né: cavalo dado não se olha os dentes.
Mas quando você gosta de cavalo, é difícil não prestar atenção nos dentes… E se os dentes são de ouro então, gatos escaldados ficam com pulgas atrás da orelha…
Vamos torcer de novo para a Ester estar errada? Da última vez que a gente fez isso, deu muito certo!
Unesco alerta sobre grave crise mundial na educação
Mais um motivo para terminar meu doutorado:
http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/fran__a_unesco_relat__rio_educa____o
Gata escaldada…
Então acabou que o presságio foi só neura? Que bom, né? Posso dizer com isso tudo que Monteiro Lobato foi para mim fonte de não só sonhos como pesadelos. Influência, hein? E eu com minha imaginação fértil então… altamente influenciável.
Mas acho que o que eu queria dizer ontem era: cantar vitória é bom? Muito bom. Mas cantar vitória antes da hora não é tão bom assim. Úbris (prima grega do nosso “jogar de salto alto”) é craque em dar tombos feios.
Ontem não foi o caso? Demos graças a Deus então. Mas como boa mineira, eu sou da opinião que cautela, humildade e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Quanto mais alto o coqueiro, maior a queda. Seguro morreu de velho. Gata escaldada não conta com os ovos dentro da galinha: só vale quando eles estão no próprio bucho. A experiência é mãe da sabedoria e dos traumas.
Modéstia a parte, eu tenho uma memória ótima para recitar sabedoria popular. Quisera eu, porém, que tal sabedoria me ficasse na cabeça.
Assinado,
Gata Escaldada em pessoa
Brincadeira de criança!
Fato número 1: Em agosto, eu descobri um brinquedo novo e minha mais nova obsessão: Rockband, um jogo de videogame em que o “controle” é um instrumento musical de brinquedo, e que se joga “acompanhando” a música que aparece na telinha. Quanto mais notas se acerta, mais pontos se faz. (Para provas de minha obsessão, vide relato do Danilo).
Coisa de criança? Pode ser. Mais que é bom, é bom. E como eu queria que um trem bão desse existisse quando eu era pequena! Eu teria ficado craque no violão rapidinho. Tipo ninja mesmo. Com as manhas tudo.
Fato número 2: Eu passei milhares horas de minha adolescência aprendendo a tocar violão. Por “tocar violão” entenda “aprender música dos Beatles” – na minha cabeça, um remete a outro e vice-versa. (Para prova de minha obsessão com os Beatles, vide este meu relato, por exemplo.)
Fato número 3 = Fato 1 + Fato 2!!!!
Em outras palavras, vai ter o Rockband dos Beatles! Êta nóis! QUE FERA, VÉI!!! Quando eu crescer, eu quero comprar um desse pra mim! Yeah, yeah, yeah!
http://br.noticias.yahoo.com/s/04112008/11/entretenimento-beatles-vao-ganhar-guitar-hero.html
Presságios
Pessimismo é um sentimento que pouco conheço. Intuição, por outro lado, é amiga minha muito íntima, pela qual tenho muito respeito e admiração. E por algum motivo, seja lá qual for, eu estou com um mal presságio.
Nessas últimas semanas, não paro de pensar na campanha do Al Gore em 2000 (e na do Harper aqui no Canadá no mês passado, e nas do Roriz em Brasília de perder conta). Às vezes não é presságio, é só trauma de ver tantas vezes seu candidato perder uma eleição que parecia ganha (Lula 2002-2006 sendo a exceção que confirma a regra).
O que quero dizer é: meu coração está pesado nesse momento. É uma sensação muito estranha essa de querer estar errada. Se você é uma das poucas pessoas no planeta que têm a capacidade de me provar errada, faça-o: vote. Se você, que nem eu, não pode fazer nada nesse momento, lembre-se que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer.” Reze. Torça. Converse com amigos. E com não amigos também. Trocar idéias é a essência da democracia. Mesmo quando a gente não faz parte, é importante participar. E principalmente quando a gente não faz parte, mas a parte afeta o todo: aí que é importante participar mesmo.
Ai, que suspense! Deixa eu voltar para minha tese, que é menos estresse. Talvez ela me distraia. Talvez ela me acalme.
E quem diria que o conceito ”tese” tivesse a capacidade de evocar a palavra “refúgio” na cabeça de um ser humano (ainda mais na minha…)? É quase como se eu estivesse entre a cruz e a espada…
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(para um post estérico relacionado, vide:
http://blogdaester.wordpress.com/2008/02/13/admiravel-mundo-novo-ii/ )